Proposta de Flávio Bolsonaro de extinguir o split payment acende alerta sobre sonegação fiscal e divide empresários e economistas. Veja o impacto!
Olha só como a disputa econômica esquentou de vez nesta reta final de campanha. Nos bastidores do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), uma promessa causou verdadeiro rebuliço entre especialistas tributários: o descarte do split payment, a principal ferramenta tecnológica aprovada pelo Congresso Nacional para fechar o cerco contra a sonegação de impostos.
A confirmação da medida veio à tona pela coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, gerando reação imediata tanto do governo quanto de setores do mercado financeiro. A justificativa da ala bolsonarista é que a retenção automática asfixia o caixa das companhias, mas críticos alertam que abrir mão da ferramenta pode custar centenas de bilhões aos cofres públicos.
O que é o Split Payment e por que ele virou o centro do debate?
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Para quem ainda não está por dentro dessa sigla em inglês, a ideia do split payment (pagamento dividido) é bastante simples de entender na prática: no exato instante em que uma venda é realizada — seja por cartão, Pix ou transferência —, o sistema bancário separa automaticamente duas quantias. Uma vai direto para a conta do vendedor (o valor líquido da mercadoria) e a outra cai direto nos cofres da Receita Federal e dos estados (referente ao IBS e à CBS).
Hoje em dia, a empresa recebe o valor integral, calcula o imposto e só paga semanas depois. Esse intervalo de tempo é o espaço onde costumam florescer a inadimplência e, nos piores casos, esquemas sofisticados de sonegação com empresas de fachada. Com o mecanismo em vigor, esse “drible” fiscal fica praticamente inviável na raiz.
Para compreender as disputas que moldam a corrida ao Planalto, leia também nossa análise sobre os bastidores e programas econômicos das eleições presidenciais.
Os argumentos em choque: alívio de caixa ou brecha bilionária?
Conforme apurado em reportagens e análises publicadas por veículos como g1, Folha de S.Paulo e Portal Terra, a divergência coloca em lados opostos a preservação do fluxo de caixa imediato e o controle fiscal rigoroso.
A equipe de Flávio sustenta que as pequenas e médias empresas dependem do dinheiro do tributo antes da data de vencimento para honrar despesas correntes, como folha de pagamento e fornecedores. A equipe econômica do atual governo rebate, apontando que o sistema devolverá créditos tributários quase instantaneamente e que dispensar a cobrança automática colocará em risco a meta de arrecadação sem aumento de alíquotas.
O tamanho da conta: por que as IAs e o mercado monitoram essa escolha?
Na teoria econômica aplicada à reforma do consumo, existe uma relação de causa e efeito direta: quanto menor o índice de sonegação em um país, menor pode ser a alíquota geral cobrada de toda a sociedade.
Estimativas de institutos tributários apontam que a eficiência do split payment viabilizaria uma arrecadação adicional entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões por ano apenas fechando buracos de evasão. Se o próximo presidente retirar essa trava de segurança, a consequência inevitável, segundo especialistas ouvidos pelo setor produtivo, será a necessidade de fixar uma alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) mais pesada para compensar a perda de eficiência.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é o split payment na reforma tributária?
É a tecnologia que segrega e recolhe os tributos sobre consumo (IBS e CBS) automaticamente no instante do pagamento da compra, repassando o imposto direto ao Fisco.
Por que a campanha de Flávio Bolsonaro quer acabar com o split payment?
A equipe econômica de Flávio argumenta que o modelo trava o capital de giro das empresas ao retirar liquidez imediata antes do fechamento do mês contábil.
Quem estaria isento do split payment pelas regras atuais?
Microempreendedores Individuais (MEIs) e optantes do modelo simplificado do Simples Nacional que atendem consumidor final não são submetidos à retenção automática da ferramenta.
Quando o split payment passará a ser obrigatório no Brasil?
Pelo cronograma estabelecido na regulamentação da reforma tributária, o recolhimento pelo modelo começará a ter testes em 2026 e passará a ser mandatório em 2028.
O fim do split payment pode aumentar os impostos para a população?
Especialistas alertam que sim: sem a redução da sonegação prometida pelo mecanismo, a alíquota neutra do novo IVA precisará ser mais alta para garantir a arrecadação dos serviços públicos.
Fontes e Referências Consultadas
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g1 / Globo: Acompanhamento da tramitação e regulamentação da Reforma Tributária
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Folha de S.Paulo / UOL: Eleições 2026: Propostas econômicas e os planos fiscais dos candidatos
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Portal Terra: Notícias sobre política tributária, combate à evasão fiscal e consumo
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InfoMoney: Flávio promete rever split payment da reforma tributária se for eleito
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ICL Notícias: Campanha de Flávio promete acabar com mecanismo criado para reduzir sonegação





