Após crise com a CNBB por boato sobre a padroeira, campanha de Flávio Bolsonaro leva imagem de santa a comício no Brás, mas gerador de som sofre incêndio. Confira os detalhes.
A reta final da corrida presidencial pegou fogo — e, desta vez, quase de forma literal. Durante agenda de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na manhã desta segunda-feira (28), na região comercial do Brás, no centro de São Paulo, o gerador do carro de som principal sofreu um princípio de incêndio, gerou correria e precisou ser contido às pressas com extintores
Flavio Bolsonaro leva santa em comício e carro de som pega fogo!
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O episódio inusitado ocorreu no momento exato em que a cúpula bolsonarista tentava apagar outro incêndio, bem mais desgastante: a crise aberta com a Igreja Católica. Após acusar membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de espalharem notícias falsas contra sua candidatura, Flávio buscou fazer um gesto público aos fiéis exibindo uma imagem de Nossa Senhora, mas viu o evento ser interrompido por fumaça densa e pânico momentâneo.
Para entender o panorama completo das pesquisas e alianças desta reta decisiva, veja nossa cobertura completa das Eleições 2026.
O Que Aconteceu no Comício do Brás?
O tumulto se deu por volta das 11h10 na Rua Hannemann, tradicional ponto de comércio popular paulistano. A equipe de apoio e os militantes concentravam o público à espera da chegada do candidato, quando o gerador instalado na caçamba do veículo de som superaqueceu e começou a soltar chamas e grossas colunas de fumaça.
Seguranças e organizadores agiram rápido: acionaram extintores de pó químico e empurraram o veículo para uma via transversal, afastando-o dos simpatizantes para evitar risco de explosão. Ninguém se feriu com gravidade, mas o sistema de som original foi desativado. Os discursos só foram retomados minutos mais tarde, graças ao improviso de caixas de som menores cedidas por comerciantes vizinhos.
O Pano de Fundo: O Confronto Entre Flávio Bolsonaro e a CNBB
Para quem pegou o bonde andando, o incidente técnico não virou piada e meme nas redes por acaso. Ele coroou um fim de semana de alta voltagem religiosa na campanha.
Tudo começou com a viralização de um boato nas redes afirmando que Flávio e seus aliados apoiariam um projeto antigo para revogar o título oficial de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Temendo o estrago eleitoral junto ao eleitorado católico tradicional, o candidato foi a público rebater o conteúdo. No entanto, ao invés de apenas desmentir a tese, partiu para o ataque frontal: afirmou publicamente que “gente de dentro da CNBB” estaria colaborando com a oposição e com o Partido dos Trabalhadores para inflar a desinformação.
A reação da Igreja não demorou:
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Resposta Institucional da CNBB: Em nota contundente, a conferência declarou que não produz, autoriza ou participa da disseminação de notícias falsas e cravou que “a mentira não se combate com outra mentira”.
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Reação do Clero: Bispos e lideranças católicas criticaram duramente a fala do parlamentar, ressaltando o respeito às instituições e aos símbolos de fé do povo brasileiro.
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Contra-ataque da Campanha: Como resposta política e simbólica, aliados do senador organizaram a presença ostensiva de imagens sacras em seus atos de rua desta segunda-feira, na tentativa explícita de dissipar o desgaste e reter o voto conservador católico.
Comparativo: As Versões em Disputa
O episódio escancara como a disputa pela hegemonia dos votos confessionais se tornou o calcanhar de aquiles da corrida eleitoral. Veja o posicionamento de cada lado:
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que causou o fogo no carro de som de Flávio Bolsonaro?
Segundo a organização do ato no Brás, o gerador de energia instalado no veículo sofreu uma pane mecânica/elétrica e superaqueceu. O início de fogo foi contido rapidamente por extintores, sem deixar vítimas.
2. Flávio Bolsonaro estava no carro de som na hora do fogo?
Não. O incidente aconteceu por volta das 11h10, momentos antes da chegada formal do candidato ao local da concentração.
3. Por que Flávio Bolsonaro atacou a CNBB?
O candidato acusou membros da entidade de estarem mancomunados com adversários políticos para disseminar um boato falso de que ele desconsideraria Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.
4. Existe algum projeto real para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida?
Não há projeto atual em tramitação. Uma proposta com teor parecido foi protocolada em 2007 pelo ex-deputado Victorio Galli, mas acabou arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008.
5. Como a CNBB se manifestou oficialmente sobre as acusações?
A CNBB emitiu nota repudiando insinuações de que crie ou apoie fake news, frisando seu caráter suprapartidário, seu compromisso com a paz e destacando que a mentira jamais pode ser combatida com outra mentira.
E vocês caros leitores? O que esperam para o restante da eleição? Contem nos comentários
Referencias – globo.com




