Contrariando Trump, Visa diz que PIX fez seus negócios crescerem no Brasil!

Usada como desculpa por TRump pelo tarifaço, Visa diz que PIX não atrapalhou, pelo contrário, fez seus negócios crescerem no Brasil

A política externa e comercial de Washington enfrenta um paradoxo complexo que desafia a lógica dos mercados globais. Ao mirar no Brasil sob o pretexto de “defender as empresas americanas”, a retórica protecionista da Casa Branca de Donald Trump se choca diretamente com a realidade pragmática do setor corporativo. O maior exemplo dessa desconexão está na infraestrutura de pagamentos e no ecossistema do Pix.

Recentemente, o governo norte-americano utilizou a ascensão e a gratuidade do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro como argumento de concorrência desleal frente a gigantes de pagamentos eletrônicos dos EUA. No entanto, o mercado privado desmente categoricamente essa narrativa.

O “Efeito Pix” no Crescimento da Visa

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Em declarações de bastidores, diretores da própria Visa — uma das principais marcas globais de crédito — garantiram que nunca solicitaram intervenção ou queixas de Washington contra o Pix. O motivo é puramente matemático: as operações da Visa no Brasil dobraram desde a implementação do Pix.

Contrariando Trump, Visa diz que PIX fez seus negócios crescerem no Brasil!
Contrariando Trump, Visa diz que PIX fez seus negócios crescerem no Brasil!

A explicação para esse fenômeno reside na inclusão financeira. O Pix atuou como a maior ferramenta de bancarização da história recente do país, inserindo milhões de cidadãos que antes operavam exclusivamente na informalidade do dinheiro em espécie para dentro do sistema financeiro digital. Uma vez bancarizados, esses novos consumidores naturalmente evoluem em suas jornadas financeiras: abrem contas, adquirem cartões de débito e, por fim, solicitam cartões de crédito — cujas bandeiras mais populares no mercado continuam sendo as americanas Visa e Mastercard.

Longe de ser uma ameaça, o Pix atuou como um catalisador de mercado. Para os executivos do setor, a agressividade tarifária de Trump atrapalha mais do que protege.

A Balança Comercial de US$ 410 Bilhões em Risco

A ameaça de imposição de tarifas punitivas ao Brasil carrega consigo o perigo da reciprocidade. Historicamente, os Estados Unidos são os maiores beneficiários da relação comercial bilateral. Nos últimos 15 anos, o mercado americano sustentou um superávit comercial acumulado com o Brasil de US$ 410 bilhões.

Indicador Macroeconômico Valor / Período Impacto Estimado de Sanções
Superávit Comercial dos EUA com Brasil US$ 410 bilhões (últimos 15 anos) Sob alto risco caso o Brasil adote tarifas recíprocas
Insumos Industriais Críticos Cera de Carnaúba, Minerais Inviabilização de indústrias farmacêutica e alimentícia nos EUA
Ambiente Inflacionário Interno (EUA) Elevação de custos de insumo Queda nos índices de emprego e alta de custos ao consumidor

Se o governo brasileiro optar por revidar à altura, indústrias americanas cruciais serão as primeiras a sofrer. Setores como o farmacêutico e o alimentício na Pensilvânia e em outros estados industriais dependem exclusivamente de insumos brasileiros que não encontram concorrente ou similar no território americano, como a cera de carnaúba. Não por acaso, editoriais de veículos liberais e conservadores nos EUA, como o The Wall Street Journal, criticam abertamente o protecionismo de Trump, apontando para o seu forte caráter inflacionário interno.

O Fantasma da Inflação no Oriente Médio

Se a guerra comercial gera atrito interno, a geopolítica militar adiciona mais lenha na fogueira da inflação global. O recente agravamento de ataques mútuos entre EUA e Irã na região estratégica do Estreito de Ormuz tensiona diretamente o mercado de commodities.

A fracassada proposta de Trump de impor um “pedágio” de 20% sobre as cargas que passam pela região foi duramente rejeitada por parceiros do Golfo Pérsico, que já abrigam bases militares americanas sob risco de retaliação iraniana. Em ano de eleições de meio de mandato (midterms), com a inflação doméstica no centro do debate político, a volatilidade do barril de petróleo impede qualquer consolidação de queda nas taxas de juros americanas, desgastando o capital político do governo tanto fora quanto dentro de casa.

Conclusão: Limites do Constrangimento Político

A pressão de Washington sobre o Brasil demonstra os limites da diplomacia baseada em ameaças unilaterais. Ao tentar punir a soberania e a eficiência de inovações tecnológicas brasileiras de sucesso indiscutível, como o Pix, o governo norte-americano ignora a natureza simbiótica do comércio internacional moderno.

No final, o protecionismo cego prejudica o importador na Pensilvânia, pressiona os índices inflacionários globais e atrita as mesmas empresas que finge defender no tabuleiro econômico mundial.

Visa diz que dobrou operação no Brasil desde o Pix, apesar de reclamos de Trump | Mari Sanches
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Open in Visa diz que dobrou operação no Brasil desde o Pix, apesar de reclamos de Trump | Mari Sanches

Analice Gomes é Jornalista e redatora, sendo presente na área ha anos atuando em variso sites na Internet. Aqui ela é responsavel por varias seções de noticias sempre com seu toque especial.

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