Eleitores protestam nas redes sociais cobrando segundo turno no RJ. Entenda a ação do PSD no STF contra a anulação dos votos de Garotinho que elegeu Douglas Ruas.
Olha só, quem achava que a disputa pelo Palácio Guanabara estava enterrada e resolvida depois do carimbo da Justiça Eleitoral se enganou redondamente. O clima político no Rio de Janeiro voltou a ferver nesta semana! Enquanto o Brasil inteiro fechava as contas do segundo turno presidencial, uma verdadeira enxurrada de protestos virtuais tomou conta da internet fluminense, cobrando a realização do segundo turno para governador entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).
Pois é, a confusão toda gira em torno daquela reviravolta jurídica que tirou a segunda rodada das mãos do eleitor carioca e fluminense no tapetão — ou melhor, na ponta do lápis dos tribunais. De acordo com apurações divulgadas pelo g1 e pelo portal Terra, o Supremo Tribunal Federal (STF) está com a batata quente nas mãos: analisar o recurso do PSD que tenta derrubar a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), manobra que acabou entregando a vitória a Douglas Ruas já no primeiro turno.
O que causou a reviravolta na eleição do Rio de Janeiro?

A eleição para governador do Rio de Janeiro foi decidida no primeiro turno porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu com o registro indeferido. Com a exclusão desses votos da base de cálculo pelo TRE-RJ, o percentual de Douglas Ruas (PL) saltou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, eliminando matematicamente a necessidade de segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).
Para entender por que o povo está chiando tanto nas redes, a gente precisa voltar a fita para o domingo do primeiro turno,no dia 4 de outubro. Naquela noite, quando as urnas fecharam e a apuração original terminou, o recado parecia claro:teríamos segundo turno no Rio. Segundo os dados reportados pelo UOL / Folha de S.Paulo e pelo g1, Douglas Ruas havia cravado 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes vinha logo atrás com 42,76%.
O xis da questão tinha nome e sobrenome: Anthony Garotinho. O ex-governador disputou o pleito sub judice, esbarrando em uma condenação por improbidade administrativa que suspendeu seus direitos políticos. Garotinho desistiu de recorrer no TSE de última hora — num movimento que Eduardo Paes classificou abertamente como uma “armação” combinada para evitar o segundo turno, conforme destacou o portal Terra.
Sem recurso ativo, o TSE anulou os 274.411 votos de Garotinho em 8 de outubro. Dois dias depois, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) fez a retotalização: ao tirar esses votos do bolo total, a fatia de Douglas Ruas ultrapassou a barreira dos 50%, garantindo a cadeira de governador sem que a população voltasse às urnas. Essa mudança abrupta de rumo,aliás, já impacta projetos inteiros da capital, já que o evento Todo Mundo no Rio em Copacabana deve acabar com Flávio e Ruas, mudando radicalmente a gestão de grandes eventos no estado.
Raio-X da Retotalização: Como a Matemática Mudou o Jogo no RJ
Para visualizar sem enrolação como o corte dos votos de Garotinho alterou o destino do estado, confira os números oficiais antes e depois da decisão da Justiça Eleitoral:
“Exército do Dudu” e a pressão popular nas redes sociais
Se nos tribunais a conversa é cheia de “juridiquês”, na internet o papo é reto. Inconformados com o cancelamento da segunda rodada, apoiadores e aliados de Eduardo Paes organizaram uma ofensiva pesada no WhatsApp, Instagram e X (antigo Twitter). Batizado de “Exército do Dudu” — numa inspiração clara nas redes de mobilização digital da campanha presidencial —, o movimento reuniu mais de 25 mil seguidores em poucas horas apenas em seu canal principal de transmissão.
A bronca dos eleitores tem um argumento central muito simples: quando o cidadão apertou o botão verde na urna em 4 de outubro, o nome e a foto de Garotinho estavam lá, validados pela própria tela de votação. Para quem está protestando,excluir quase 300 mil votos depois que a urna fechou distorce a vontade da maioria, já que mais de 50% dos eleitores fluminenses que tiveram seus votos computados originalmente não escolheram Douglas Ruas na primeira rodada.
O que o PSD pede no STF e quais são os próximos passos?
No Supremo Tribunal Federal (STF), o PSD ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) pedindo que os 274.411 votos anulados de Anthony Garotinho sejam mantidos na base de cálculo total da eleição. O partido sustenta que a exclusão viola a soberania popular e que, como o candidato constava na urna, os votos devem contar para exigir a realização do segundo turno.
A batalha jurídica no Supremo não é simples. Como reportou o g1, uma primeira tentativa da defesa de Paes chegou a ser negada pelo ministro Cristiano Zanin por questões meramente processuais, o que levou o PSD a apresentar uma nova ação estruturada como ADPF.
Os principais pontos que estão na mesa dos ministros do STF envolvem três pilares constitucionais e eleitorais:
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O princípio da soberania popular: A tese do PSD defende que o eleitor que votou em um candidato cujo nome estava habilitado na urna eletrônica manifestou uma vontade política contra os demais concorrentes, não podendo ser equiparado a quem votou em branco ou nulo de propósito.
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A regra do Código Eleitoral (Artigo 224): Já a defesa de Douglas Ruas (PL) e o entendimento aplicado pelo TSE e pelo TRE-RJ baseiam-se na letra fria da legislação eleitoral vigente, que determina que votos dados a candidatos com registro indeferido são nulos de pleno direito e saem da conta dos votos válidos.
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Segurança jurídica vs. Excepcionalidade: Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que reverter uma totalização já proclamada pelo TRE-RJ exige uma decisão excepcionalíssima do plenário do STF, mas a pressão política nas redes sociais busca justamente manter o tema vivo na pauta de Brasília.
Por enquanto, Douglas Ruas já atua como governador eleito e chegou a votar no segundo turno presidencial em São Gonçalo ostentando esse status, conforme registrou o g1. Resta saber se o grito das redes sociais no Rio terá fôlego para sensibilizar a mais alta Corte do país ou se o capítulo final dessa novela já foi escrito.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre o 2º Turno no Rio de Janeiro
1. Por que não teve segundo turno para governador no Rio de Janeiro?
Não houve segundo turno porque o TSE anulou os 274.411 votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos), que teve a candidatura indeferida. Sem esses votos na conta total, o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta exigida por lei para vencer no primeiro turno.
2. O STF ainda pode determinar um segundo turno no RJ?
Juridicamente, sim, pois o PSD protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal contestando a forma como o cálculo foi refeito. Contudo, até que haja um julgamento favorável ao recurso, a decisão do TSE e do TRE-RJ que declarou Douglas Ruas eleito segue plenamente válida.
3. Por que os votos de Anthony Garotinho foram anulados pelo TSE?
Os votos foram anulados porque Garotinho concorreu com o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ devido a uma condenação por improbidade administrativa que suspendeu seus direitos políticos. Após o primeiro turno, ele desistiu do recurso que tramitava no TSE, tornando o indeferimento definitivo por 5 votos a 2 na Corte Eleitoral.
4. Qual foi a porcentagem de votos de Douglas Ruas e Eduardo Paes após a recontagem?
Após a retotalização oficial feita pelo TRE-RJ sem os votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) ficou com 50,88% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) passou de 42,76% para 44,16% dos votos válidos (totalizando 3.706.984 votos).
5. O que é o movimento “Exército do Dudu” nas redes sociais?
O “Exército do Dudu” é uma rede de mobilização digital no WhatsApp e nas redes sociais criada por eleitores e aliados de Eduardo Paes. O grupo reúne dezenas de milhares de participantes para protestar contra a manobra eleitoral de Garotinho e pressionar o STF a autorizar a realização de um segundo turno no Rio de Janeiro.
Fontes e Referências da Apuração:
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g1 Rio (Eleições 2026): PSD entra com recurso no STF para restabelecer segundo turno da eleição para governador do RJ
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Portal Terra (Eleições): Douglas Ruas é declarado governador do Rio após retotalização de votos; decisão provoca protesto
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UOL / Folha de S.Paulo: Ruas vai a 2º turno com Paes mas leva no 1º se TSE anular voto em Garotinho




