O cerco apertou! Em delação premiada, empresário confirma transferências de US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões) a pedido de Daniel Vorcaro para viabilizar cinebiografia de Jair Bolsonaro nos EUA. Entenda os detalhes e o impacto no clã Bolsonaro.
Olha, minha gente, se alguém achava que o novelo do Banco Master e do clã Bolsonaro já tinha desenrolado tudo o que podia, errou feio! O cenário político acaba de ser sacudido por mais uma reviravolta daquelas de cair o queixo. Um acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) jogou luz sobre nada menos que sete repasses financeiros em série — totalizando colossais US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões) — destinados a um fundo norte-americano gerido por um advogado intimamente ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O delator da vez é o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido nos corredores corporativos como “Mineiro”. Em seus depoimentos, ele detalhou como a engrenagem funcionava a mando direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo oficial da bolada? Financiar a produção de “Dark Horse”, o polêmico longa-metragem biográfico sobre a ascensão política e a campanha de 2018 de Jair Bolsonaro.
A rota do dinheirodo dark Horse: De São Paulo ao Texas via Havengate
Leia mais -> veja como comprar monjauro mais barato
Vamos falar a verdade: os números e o trajeto da dinheirama impressionam até quem já está calejado de escândalos em Brasília. Conforme as informações reveladas e cruzadas com relatórios do Coaf, as transferências internacionais ocorreram em ritmo acelerado entre fevereiro e setembro de 2025. O destino era a conta do fundo de investimentos Havengate, sediado nos Estados Unidos.

E quem está no comando do Havengate? A estrutura é administrada pelo advogado de imigração Paulo Calixto, profissional de extrema confiança de Eduardo Bolsonaro. Vale lembrar que o próprio Eduardo fixou residência no estado do Texas em fevereiro de 2025 alegando perseguição política. Para apimentar ainda mais a encrenca, os relatos do colaborador à PGR não param em simples ordens bancárias internacionais: o delator afirmou com todas as letras que, além das sete remessas oficiais para o exterior, chegaram a ocorrer entregas de dinheiro vivo em território nacional.
A produtora registrada como responsável pela obra é a Go Up Entertainment. Acontece que, ao passar uma lupa sobre o histórico da empresa, a Polícia Federal e auditores constataram um dado pra lá de curioso: a Go Up nunca lançou sequer um único filme no circuito comercial dos cinemas brasileiros.
“As sete parcelas de milhões de dólares ao fundo foram executadas a pedido expresso do banqueiro para viabilizar as despesas no exterior do filme de Bolsonaro”, apontam os registros da delação.
O labirinto de custos e a perícia que não fecha as contas
Quando os peritos da PF colocaram as mãos nos balancetes entregues pela produtora, a conta simplemente não bateu com as práticas do mercado cinematográfico internacional. O orçamento total do projeto foi precificado em exorbitantes US$ 13,39 milhões. Desses recursos, mais de 72% foram consumidos em despesas declaradas nos Estados Unidos, restando menos de 28% aplicados nas gravações de fato realizadas no Brasil.
[Imagem 2: Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) sob céu fechado em Brasília, intercalada com imagens de relatórios financeiros e documentos de extratos bancários de remessas ao exterior]
A divisão das cifras é um prato cheio para os investigadores:
-
Desenvolvimento inicial do projeto: US$ 383,2 mil.
-
Produção e pós-produção direta: cerca de US$ 3,93 milhões somados.
-
Pré-produção executiva: US$ 2,66 milhões.
-
Etapa descrita como “soft production”: assombrosos US$ 2,69 milhões.
Especialistas da indústria ouvidos apontam que destinar mais de 20% do orçamento global apenas à fase preliminar de planejamento é algo fora de qualquer padrão de mercado, onde a fatia raramente ultrapassa 5%. Para a investigação, essa rubrica elástica pode ter funcionado como um biombo perfeito para alimentar gastos e estadias nos Estados Unidos.
Toda essa fumaça chega no pior momento possível para o clã. Flávio Bolsonaro, que disputa a corrida presidencial, já vinha se desdobrando para apagar os incêndios de cobranças gravadas a Vorcaro. Com o irmão envolvido até o pescoço nessa teia de pagamentos no exterior, o desgaste da campanha vira um problema monumental. Enquanto isso, a colaboração premiada seguiu para o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para análise formal de legalidade e homologação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é o filme ‘Dark Horse’?
Dark Horse é uma cinebiografia em longa-metragem que retrata a vida pública, a campanha presidencial de 2018 e a trajetória de Jair Bolsonaro. O projeto gerou forte polêmica devido ao volume vultoso de recursos privados e doações ligadas a investigados no caso do Banco Master.
2. Quem é o delator que revelou os 7 pagamentos?
Trata-se do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido pela alcunha de “Mineiro”, ligado a empresas parceiras e ao ecossistema de investimentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
3. Qual é a ligação de Eduardo Bolsonaro com os repasses?
Segundo o depoimento de Freixo Júnior à PGR, o dinheiro transferido a pedido de Vorcaro caiu no fundo norte-americano Havengate, administrado pelo advogado Paulo Calixto, amigo pessoal e defensor que atende diretamente Eduardo Bolsonaro no exterior.
4. Qual o valor total das transferências para o fundo?
O delator comprovou o envio de US$ 12,3 milhões divididos em 7 parcelas bancárias entre fevereiro e setembro de 2025, montante que corresponde a cerca de R$ 69 milhões na cotação média. Além disso, ele citou a realização de repasses adicionais em moeda física no Brasil.
5. O que acontece agora com o acordo de delação no STF?
Os termos da colaboração premiada passam por audiência de checagem para verificar a regularidade e voluntariedade do depoente perante o ministro André Mendonça, responsável por decidir sobre a homologação no Supremo Tribunal Federal.
Referencias – Valor economico




