Escândalo batizado de “propinão do Tarcísio” expõe um esquema bilionário de corrupção que abalou a Secretaria da Fazenda de São Paulo e colocou sob pressão o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Explicamos aqui as suspeitas, as ações da Justiça e o impacto político desse caso que ganhou repercussão nacional.
Se você achou que 2026 seria um ano tranquilo na política paulista, achou errado, viu? O clima no Palácio dos Bandeirantes esquentou de vez com o avanço das investigações sobre o que já está sendo chamado nos corredores de Propinão do Tarcísio. O bicho pegou quando o Ministério Público de São Paulo (MPSP) puxou o fio de uma meada que liga auditores fiscais, grandes empresários e cifras que fazem qualquer um cair para trás.
Estamos falando de um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) que teria movimentado, por baixo, R$ 1 bilhão. É muita grana, gente! E o pior: enquanto o governo fala em austeridade e corta orçamento do combate ao crime organizado, o dinheiro público estaria escorrendo pelo ralo em esquemas de restituição indevida de ICMS.
Propinão do Tarcísio – entendendo o escândalo na Sefaz do seu governo
Leia mais -> veja como funciona o esquema a Igreja lagoinha e banco master com Nikolas ferreira
O termo propinão do Tarcísio surgiu na imprensa e nas redes sociais para referir-se a um esquema de fraudes e pagamento de propinas no âmbito de créditos tributários de ICMS no governo do governador Tarcísio de Freitas. Apesar de o nome sugerir ligação direta com o chefe do Executivo estadual, as investigações não apontaram até agora envolvimento jurídico direto do governador, mas sim de servidores públicos e empresários que atuavam sob a vigência do seu governo.

🔎 A Operação Ícaro
Deflagrada em 12 de agosto de 2025, a Operação Ícaro é a investigação central que expôs o suposto esquema. Formulada pelo Ministério Público de São Paulo, a operação teve como alvo fraudes no processo de liberação de créditos tributários do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na Receita Estadual. Segundo os procuradores, auditores fiscais receberam vantagens indevidas para facilitar e acelerar a concessão desses créditos a empresas — em troca de propina.
As apurações apontam que o esquema movimentou cifras bilionárias e envolveu empresas de grande porte, como as redes Ultrafarma e Fast Shop, cujos executivos foram presos temporariamente durante a operação.
Como funcionava a “máquina de propina”?
O esquema, desbaratado pela Operação Ícaro, funcionava de um jeito que parece roteiro de cinema (dos ruins, claro). O protagonista, segundo o MP, é o auditor-fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Ele teria montado um balcão de negócios dentro da Fazenda. A parada era a seguinte: ele usava empresas de fachada, como a Smart Tax — que estava no nome da mãe dele, uma senhora que viu seu patrimônio saltar de mil para bilhões em tempo recorde —, para lavar o dinheiro das propinas.
Essas propinas eram pagas por gigantes do varejo para acelerar e “engordar” o recebimento de créditos de impostos. Sabe quem apareceu no olho do furacão? Sidney Oliveira, o dono da Ultrafarma. As investigações apontam que a empresa teria recebido R$ 327 milhões em restituições indevidas. O dono da farmácia mais famosa do Brasil chegou a ser preso e teve que pagar uma fiança milionária de R$ 25 milhões para responder em liberdade com tornozeleira. É mole ou quer mais?
Segundo o MP-SP, os auditores fiscais teriam recebido vantagens para:
-
Liberar créditos de ICMS antes do prazo por lei;
-
Inflar valores de créditos que deveriam ser ressarcidos ao contribuinte;
-
Criar mecanismos administrativos que favoreciam certas empresas em detrimento do interesse público.
Uma das evidências mais citadas pela investigação foi o crescimento inexplicável do patrimônio de familiares de um dos auditores, por meio de uma empresa usada como fachada para recebimento de valores.
Quem são os principais envolvidos
✔️ Auditores fiscais da Sefaz-SP: investigados por receber propina e manipular processos administrativos;
✔️ Fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira: preso temporariamente no âmbito da Operação Ícaro;
✔️ Diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes: também detido na operação;
✔️ Empresas do varejo: mencionadas como beneficiárias do esquema, que teria inflado indevidamente créditos tributários.
O que diz o governo?
O escândalo rapidamente ganhou dimensão política e midiática. A força-tarefa do MP-SP negociou delações e analisou centenas de anexos que detalham pagamentos e relações entre servidores e empresários. O governador
O governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Fazenda, adotou algumas medidas:
✅ Afastou diversos auditores fiscal sob investigação;
✅ Instaurou processos administrativos disciplinares;
✅ Revogou regulamentações que facilitavam a liberação acelerada de créditos tributários;
✅ Anunciou reforço nos mecanismos de auditoria e controle.
O governador Tarcísio de Freitas declarou publicamente, em diversas ocasiões, que não toleraria desvios de conduta e que a investigação seria apoiada pelas autoridades estaduais.
Governador Tarcísio de Freitas teria feito vista grossa?
Para o governador Tarcísio de Freitas, o momento não poderia ser pior. Ele, que sempre surfou na onda da eficiência técnica e da “mão firme” contra a corrupção, agora tem que explicar como um esquema desse tamanho operava debaixo do seu nariz. A oposição não está perdendo tempo e já fala em “mamata para sonegadores”, criticando os decretos de isenção fiscal que podem chegar a R$ 86 bilhões.
Além disso, o governo sofreu outro baque com a Operação Coffee Break, que levou à demissão de um assessor ligado a Gilberto Kassab, braço direito de Tarcísio. O clima é de “quem será o próximo?”. O governador tenta conter o desgaste anunciando grupos de trabalho para revisar as restituições, mas o estrago na imagem de “presidenciável” já está feito.
A verdade é que esse escândalo financeiro coloca em xeque a gestão do estado mais rico da federação. Com o sistema financeiro atento e os órgãos de controle apertando o cerco, o Palácio dos Bandeirantes vai ter que rebolar para provar que a casa está em ordem.
Pressão política e críticas
Apesar das ações anunciadas, o caso virou munição política. A oposição e setores críticos apontam:
⚠️ Que o escândalo representa um dos maiores casos de corrupção fiscal da história recente de São Paulo;
⚠️ Que controles internos falharam em identificar irregularidades por anos;
⚠️ Que o governo estadual começou a reagir só depois que o caso ganhou repercussão pública.
Já aliados sustentam que a investigação se tornou pública em razão do combate efetivo à corrupção e que os responsáveis serão punidos conforme a lei.
Seção de Perguntas Frequentes sobre o propinão do Tarcísio
1. O que é o “propinão do Tarcísio”?
É um termo usado para referir-se ao escândalo de corrupção fiscal que envolve auditores da Secretaria da Fazenda de São Paulo e grandes empresas no governo do governador Tarcísio de Freitas, relacionado a fraudes no ICMS.
2. Quem liderou a investigação?
A investigação, chamada Operação Ícaro, foi conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
3. Que empresas foram citadas no caso?
Entre as empresas citadas como supostamente envolvidas no esquema estão Ultrafarma e Fast Shop.
4. O governador Tarcísio de Freitas foi acusado criminalmente?
Até o momento, não há denúncia criminal formal contra o governador no âmbito desse caso, mas ele enfrenta desgaste político por causa das irregularidades que ocorreram sob sua gestão.
5. Quais as consequências possíveis do escândalo?
Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude fiscal. Há ainda processos administrativos e sanções políticas em debate.
Conclusão
O chamado propinão do Tarcísio é mais do que um bordão político: é uma crise de confiança nas instituições fiscais de São Paulo e um escândalo que expôs fragilidades no controle tributário do estado. Com desdobramentos que prometem ainda afetar a política local, a economia e até candidaturas nacionais, o caso segue nos tribunais e nas mesas de debate político — com impacto direto na imagem do governador e na percepção pública sobre a gestão do dinheiro público.
Fontes da Noticia – Valor economico – Mercantil




